Os preços de alimentos importantes para o preparo das refeições do dia a dia recuaram no mercado atacadista em agosto. O 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 22 de setembro de 2026, identificou reduções nas médias de comercialização de batata, cebola, alface e mamão nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras.
Entre os produtos analisados, a batata teve queda de 11,6% e chegou ao valor médio de R$ 2,63 por quilo no atacado. A cebola apresentou redução de 13,8%, enquanto a alface caiu 14,8% na média ponderada. No grupo das frutas, o mamão ficou 10,9% mais barato e registrou recuo nas cotações em 70% dos entrepostos monitorados.
Os números podem ajudar no planejamento das compras e do cardápio da semana, especialmente para quem procura ingredientes versáteis. Ainda assim, a queda apresentada pela Conab se refere principalmente ao atacado. O preço encontrado pelo consumidor em feiras, sacolões e supermercados pode variar conforme a cidade, a oferta local, o transporte e os custos de comercialização.
Quais alimentos ficaram mais baratos?
A batata, a cebola e a alface estão entre os alimentos mais presentes nas refeições brasileiras e podem ser usados em preparos simples. A batata pode entrar em assados, purês, sopas, cozidos e gratinados. Já a cebola funciona como base para refogados, molhos, caldos e recheios, além de poder ser assada ou caramelizada em diferentes preparações.
A alface, por sua vez, é uma opção prática para complementar as refeições sem exigir cozimento. Folhas bem higienizadas podem ser combinadas com cebola, outros vegetais e temperos disponíveis em casa. Como os valores variam entre os pontos de venda, comparar preços antes da compra continua sendo uma medida importante para aproveitar melhor a possível redução.
O mamão também aparece como alternativa para o café da manhã, o lanche ou a sobremesa. A fruta pode ser consumida in natura ou combinada com outros ingredientes, sem a necessidade de preparos demorados. Para evitar desperdício, uma unidade madura pode ser utilizada em mais de um momento do dia, conforme a quantidade comprada e o ritmo de consumo da família.
Queda no atacado não significa redução igual no supermercado
O boletim da Conab reúne informações sobre a comercialização de frutas e hortaliças em diferentes Ceasas do país. Por isso, os percentuais representam médias de um conjunto de entrepostos e não funcionam como uma tabela única para todos os municípios. Em uma mesma semana, o consumidor pode encontrar diferenças relevantes entre bairros, redes de mercado, feiras e sacolões.
Além dos quatro produtos que tiveram queda superior a 10%, a companhia também identificou recuo nas cotações de melancia e laranja. A comercialização de frutas nas Ceasas analisadas cresceu 4,5% entre julho e agosto, dado que ajuda a contextualizar o cenário de oferta observado no período.
O comportamento dos preços, porém, não foi igual para todos os alimentos. O tomate registrou alta de 18,13% na média ponderada do atacado, enquanto a banana subiu 4,32%. Esse contraste mostra por que vale observar os valores de cada item antes de definir as receitas, substituindo ingredientes mais caros quando houver opções semelhantes disponíveis.
Como aproveitar os ingredientes no cardápio
Uma forma de usar os alimentos com melhor preço é montar um planejamento flexível para a semana. A batata pode ser assada em quantidade suficiente para acompanhar diferentes refeições, enquanto a cebola pode ser aproveitada em refogados, sopas ou preparos com legumes. A alface deve ser higienizada e armazenada adequadamente para facilitar o consumo ao longo dos dias.
O mamão pode completar o café da manhã ou virar uma sobremesa simples. Já a combinação de alface e cebola cria uma salada rápida para acompanhar arroz, feijão, carnes ou outras fontes de proteína. O objetivo não é comprar apenas porque houve queda no atacado, mas verificar o preço local, a qualidade dos produtos e a quantidade que será realmente consumida.
Para acompanhar os valores em cada região, a recomendação é consultar os estabelecimentos próximos e comparar os preços praticados no dia da compra. A Conab também informou queda no preço da batata nas 11 capitais do Centro-Sul analisadas em sua pesquisa da cesta básica de agosto de 2026. A referência amplia o contexto, mas não elimina as diferenças entre o atacado, o varejo e as cidades brasileiras.
