A receita de pirarucu de casaca reúne sabores marcantes da cozinha amazônica em uma preparação feita com peixe desfiado, farinha, banana e leite de coco. Tradicional da região Norte, o prato ganhou destaque em uma publicação do Ministério da Pesca e Aquicultura, divulgada em 11 de setembro de 2026.
Conhecido como o “bacalhau da Amazônia”, o pirarucu aparece na receita na versão salgada e desfiada. O preparo também valoriza ingredientes associados à culinária regional, como a farinha do Uarini, a banana pacovã, a pimenta-de-cheiro e o cheiro-verde. Para quem vive longe da região Norte, há substituições indicadas na própria orientação do Ministério.
O que é o pirarucu de casaca?
O pirarucu de casaca é um prato montado em camadas. A estrutura combina um refogado de peixe, uma camada de farinha hidratada e fatias de banana frita, criando diferentes texturas e sabores na mesma travessa. O resultado é uma preparação consistente, que pode ser apresentada como prato principal.
O nome da receita está ligado à forma como os ingredientes são organizados, com o peixe e os acompanhamentos dispostos em camadas. Além de destacar o pirarucu, o prato representa uma maneira de reunir produtos presentes na alimentação amazônica em uma composição de sabor intenso e visual colorido.
Ingredientes da receita amazônica
Para preparar o prato, são necessários pirarucu salgado e desfiado, farinha do Uarini ou farinha de mandioca, leite de coco, banana, pimentões, cebola, pimenta-de-cheiro e cheiro-verde. A receita tradicional mencionada pelo Ministério utiliza banana pacovã, variedade encontrada com frequência em preparações da região Norte.
Quando a banana pacovã não estiver disponível, a banana-da-terra é uma alternativa adequada para a montagem. A pimenta-de-cheiro pode ser substituída por pimenta biquinho ou pimentão amarelo, conforme a disponibilidade e a preferência de quem cozinha. Essas trocas preservam a proposta do prato sem exigir ingredientes difíceis de encontrar em todas as partes do país.
Como preparar o pirarucu de casaca
O primeiro passo é dessalgar o pirarucu. O peixe deve ser submetido ao processo de dessalgue antes de entrar na panela, para reduzir o excesso de sal e permitir que os demais ingredientes apareçam no resultado final. Depois dessa etapa, ele é cozido ou preparado conforme a orientação da receita e desfiado em pedaços menores.
Em seguida, o peixe desfiado é levado ao refogado com cebola, pimentões, pimenta-de-cheiro e cheiro-verde. O leite de coco entra para contribuir com umidade e sabor à mistura. O ponto deve resultar em um recheio bem incorporado, sem perder a textura do peixe.
A farinha do Uarini, característica da receita, deve ser hidratada para compor uma das camadas. Caso não seja encontrada, a farinha de mandioca funciona como substituta. A banana é cortada e frita separadamente, formando a parte que acrescenta dulçor e contraste ao prato.
Com os componentes prontos, a montagem é feita em uma travessa. A orientação é alternar o refogado de pirarucu, a farinha hidratada e a banana frita, formando camadas visíveis. A sequência pode ser repetida até acomodar os ingredientes, com atenção para distribuir os elementos de maneira uniforme.
Substituições para fazer em diferentes regiões
O pirarucu pode não ser encontrado com facilidade fora da Amazônia. Nesses casos, a publicação do Ministério aponta alternativas como bacalhau, merluza ou outro peixe seco. A escolha deve considerar uma versão que possa ser dessalgada e desfiada, mantendo a lógica do preparo.
A farinha do Uarini também pode ser trocada por farinha de mandioca. Já a banana-da-terra é uma opção para substituir a banana pacovã, enquanto a pimenta biquinho ou o pimentão amarelo podem ocupar o lugar da pimenta regional. Assim, a receita continua acessível sem deixar de lado a inspiração amazônica.
Um prato ligado à cultura amazônica
Mais do que uma combinação de ingredientes, o pirarucu de casaca apresenta ao público de outras regiões uma preparação associada à cultura amazônica. O peixe é relacionado à pesca artesanal e à aquicultura, enquanto a farinha e os temperos ajudam a expressar a diversidade alimentar do Norte do Brasil.
Com peixe desfiado, banana frita, farinha e leite de coco, a receita oferece uma forma de conhecer parte dessa tradição à mesa. A montagem em camadas também favorece uma apresentação atraente, especialmente quando a travessa é finalizada com os ingredientes distribuídos de forma colorida e equilibrada.
Fonte
As informações sobre o pirarucu, os ingredientes, as substituições e o modo geral de preparo foram baseadas na publicação do Ministério da Pesca e Aquicultura, divulgada em 11 de setembro de 2026.
