Os alimentos da safra de setembro podem ampliar as opções de preparo na cozinha e ajudar a transformar partes normalmente descartadas em novos ingredientes. A lista divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo reúne hortaliças, raízes e frutas que aparecem associadas ao período na capital paulista.
Entre os itens citados estão jiló, cenoura com folhas, beterraba com folhas, abóbora, abobrinha, mandioca, couve, brócolis, banana, mamão, mexerica e maracujá. A seleção também chama atenção para a versatilidade desses produtos, que podem participar de saladas, refogados, recheios, massas, acompanhamentos e outras preparações do dia a dia.
A publicação foi divulgada em 7 de setembro de 2026 e relaciona o início de setembro à transição para a primavera. Esse contexto ajuda a organizar as compras e a pensar em receitas a partir dos ingredientes disponíveis no período. A relação, no entanto, foi apresentada pela Prefeitura de São Paulo e não deve ser interpretada como uma regra nacional de oferta ou de preços, já que a sazonalidade pode variar conforme a região do país.
Quais alimentos estão na safra de setembro?
A lista reúne ingredientes de perfis diferentes. O jiló, a abóbora e a abobrinha podem ser usados em preparos salgados, enquanto a mandioca aparece como uma raiz versátil para acompanhamentos e outras receitas. Couve e brócolis também fazem parte da seleção de hortaliças, ao lado da cenoura e da beterraba, que ganham destaque por oferecerem mais de uma possibilidade de uso.
Entre as frutas mencionadas estão banana, mamão, mexerica e maracujá. A presença desses itens permite variar os preparos ao longo do dia, combinando frutas e hortaliças de acordo com o planejamento da casa. O objetivo da pauta não é estabelecer um cardápio único, mas mostrar como a escolha de alimentos do período pode inspirar receitas diferentes.
Ramas, folhas e talos também podem ir para a panela
Um dos principais pontos destacados pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo é o aproveitamento integral. Folhas e talos de beterraba, assim como as ramas da cenoura, podem deixar de ser descartados e entrar em preparações culinárias. Segundo a publicação, essas partes podem ser utilizadas em saladas, refogados, recheios e massas.
Na prática, isso amplia o repertório a partir de um mesmo ingrediente. A cenoura, por exemplo, pode ser usada ralada ou em outros preparos, enquanto suas ramas entram em uma receita salgada. O mesmo raciocínio vale para a beterraba, cujas folhas e talos podem acompanhar o uso da raiz. A proposta é observar o alimento como um conjunto, em vez de separar automaticamente as partes consideradas mais comuns.
O aproveitamento integral também pode contribuir para reduzir o desperdício doméstico, especialmente quando a compra inclui produtos ainda com folhas ou ramas. Para colocar a ideia em prática, o consumidor pode planejar receitas que utilizem diferentes partes dos vegetais ao longo da semana, aproveitando os ingredientes disponíveis antes de buscar novos produtos.
Como preparar a torta de rama
Como exemplo de uso dessas partes, a publicação apresenta uma torta de rama ensinada por uma nutricionista da Unidade Básica de Saúde Chácara Santo Antônio. A receita utiliza folhas e talos de beterraba, rama de cenoura, cenoura ralada, cebola, alho e ervas.
A massa da torta é feita com ovos, leite, óleo, amido de milho, farinha de trigo, farinha de aveia e fermento. A combinação mostra como folhas, talos e ramas podem ser incorporados a uma preparação salgada com ingredientes presentes na rotina doméstica. O preparo também serve de referência para testar outras combinações com hortaliças da lista de setembro.
Por que aproveitar integralmente os alimentos?
Usar folhas, talos e ramas em receitas ajuda a diversificar o uso dos alimentos comprados e oferece alternativas para o aproveitamento dentro de casa. Em vez de limitar cada produto a uma única parte, a cozinha pode incorporar diferentes texturas e possibilidades de preparo, como saladas, refogados, recheios, massas e tortas.
A lista de setembro, portanto, funciona como um ponto de partida para organizar compras e receitas. Como a disponibilidade dos alimentos depende da região, a recomendação é considerar o contexto local e adaptar as escolhas aos produtos encontrados. Em São Paulo, a seleção oficial destaca ingredientes versáteis e reforça que o aproveitamento integral pode fazer parte de preparações simples do cotidiano.
