A moqueca de caranguejo e muma, associada ao município de Anchieta, foi escolhida como a receita mais votada entre oito preparos tradicionais reunidos pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). A seleção fez parte de uma iniciativa voltada à valorização da agricultura familiar e da cultura alimentar do Espírito Santo.
As receitas foram apresentadas nas redes sociais do Incaper e submetidas à participação popular. O resultado colocou em evidência uma preparação regional que integra o repertório culinário capixaba e ajudou a levar ao público uma manifestação gastronômica ligada aos conhecimentos transmitidos entre gerações.
Obra reúne receitas de diferentes regiões do Espírito Santo
O conteúdo foi organizado na obra Receita da minha terra, publicada pelo Incaper em 2026. De acordo com o registro bibliográfico da instituição, o material reúne oito receitas tradicionais relacionadas à agricultura familiar de diferentes regiões do Espírito Santo.
A publicação está vinculada ao Projeto AlimentarES, iniciativa que trabalha temas como patrimônio agroalimentar e educação alimentar e nutricional. Nesse contexto, os preparos culinários aparecem não apenas como sugestões para a cozinha, mas também como registros de práticas e saberes presentes nas comunidades rurais capixabas.
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural informa que a ação envolveu a publicação das receitas no Instagram da instituição e a realização de uma votação popular. O registro bibliográfico da obra foi atualizado em 21 de julho de 2026.
O que é a moqueca de caranguejo e muma?
A moqueca de caranguejo e muma é o preparo representante de Anchieta que recebeu o maior número de votos na ação. A fonte apresenta o prato pelo nome e pela relação com o município, mas não informa, no material disponibilizado para esta pauta, uma lista detalhada de ingredientes ou um passo a passo para reprodução em casa.
Por isso, o destaque da receita está, neste momento, principalmente em seu valor cultural e territorial. A escolha popular evidencia o interesse por preparos que carregam referências de uma localidade específica e que ajudam a preservar formas de cozinhar, combinar alimentos e compartilhar conhecimentos dentro das comunidades.
O uso do termo “muma” no nome também reforça a identidade própria da preparação. Sem atribuir ao prato características que não estejam descritas na publicação, é possível compreender que a receita integra o conjunto de tradições culinárias selecionadas pelo projeto para representar diferentes áreas do Espírito Santo.
Agricultura familiar e memória alimentar
A proposta do projeto aproxima a alimentação cotidiana da produção rural e da memória das famílias. Receitas tradicionais podem registrar a disponibilidade de alimentos de cada território, os costumes locais e as maneiras pelas quais os conhecimentos culinários são ensinados entre gerações.
Ao reunir esses preparos em uma publicação, o Incaper contribui para dar visibilidade a práticas que muitas vezes permanecem restritas às comunidades onde foram desenvolvidas ou preservadas. A iniciativa também cria um registro acessível para ações de educação alimentar e nutricional e para a valorização do patrimônio agroalimentar capixaba.
Essa relação é especialmente relevante quando a receita está associada a um município como Anchieta. O vínculo territorial permite apresentar a culinária como parte da identidade local, sem separar o prato das pessoas, dos modos de vida e da produção de alimentos que sustentam essas tradições.
Onde consultar a publicação
A obra Receita da minha terra pode ser consultada na publicação digital disponibilizada pelo Incaper. O material reúne as oito receitas apresentadas na ação e permite conhecer a iniciativa completa, além do resultado que destacou a moqueca de caranguejo e muma.
Mais do que uma votação gastronômica, a ação mostra como receitas regionais podem funcionar como instrumentos de preservação cultural. No caso capixaba, a publicação conecta agricultura familiar, educação alimentar e identidade territorial em torno de preparos que continuam circulando como parte da memória das comunidades.
