Na primavera do Lago di Como, Antonella Giancoli destaca a Villa Carlotta nos roteiros da Benarrivati

Federico Valdori Por Federico Valdori
Antonella Amaral Giancoli

Em Botswana, Antonella Giancoli, da Benarrivati, inclui o Parque Nacional de Chobe nos roteiros para observar grandes manadas de elefantes e outras espécies a partir de uma perspectiva diferente daquela dos safáris terrestres

Em Tremezzo, na margem ocidental do Lago di Como, a Villa Carlotta combina dois motivos para entrar no roteiro: um jardim botânico conhecido pelas florações de primavera e um museu formado, em boa parte, pelo gosto colecionista de Giovanni Battista Sommariva no início do século XIX.

Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui a propriedade nos percursos pela região justamente por essa sobreposição. Na primavera, azaleias e rododendros assumem protagonismo do lado de fora; dentro da villa, esculturas, pinturas e ambientes históricos ajudam a contar mais de três séculos de transformações da propriedade.

A primavera muda o jardim

As azaleias estão entre as florações que tornaram Villa Carlotta conhecida. Por algumas semanas, grandes maciços tomam diferentes áreas do parque, enquanto rododendros, camélias, glicínias e outras espécies aparecem em momentos distintos da estação.

O percurso alterna o jardim formal diante da villa com áreas de caráter mais paisagístico, além de coleções botânicas incorporadas ao longo de diferentes fases da propriedade.

Essa sucessão ajuda a explicar por que a época da visita faz diferença. O jardim não apresenta a mesma aparência ao longo do ano, e a primavera concentra algumas de suas florações mais conhecidas.

Arte e jardim dividem a mesma visita

O acervo ganhou força depois que Giovanni Battista Sommariva comprou a villa, em 1801, e passou a adquirir trabalhos de alguns dos artistas mais importantes de sua época, entre eles Antonio Canova e Bertel Thorvaldsen.

Na Sala de Amor e Psique está uma das obras mais conhecidas da coleção. O grupo escultórico foi realizado por Adamo Tadolini entre 1818 e 1820 a partir de um modelo de Canova e, por sua qualidade, chegou a ser atribuído durante muito tempo ao próprio mestre.

“A Villa Carlotta fica mais interessante quando arte e jardim são vistos como partes da mesma visita. Na primavera, é fácil chegar pensando apenas nas flores, mas o acervo dentro da casa muda a leitura da propriedade e ajuda a entender melhor a história de quem viveu e colecionou ali”, destaca Antonella Giancoli.

O lago entra na composição

A posição da villa também participa do percurso. Dos terraços e de diferentes pontos do jardim, a vista se abre para o Lago di Como e para a margem oposta, fazendo com que a paisagem apareça entre uma área botânica e outra.

Para a Benarrivati, é essa combinação que justifica reservar tempo para a propriedade em vez de tratá-la como uma parada rápida entre outras cidades do lago.

Na leitura de Antonella Giancoli, Villa Carlotta funciona melhor quando a visita não é reduzida nem ao jardim nem ao museu. É o diálogo entre coleção, botânica e paisagem que dá consistência ao percurso.


Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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