Belo Horizonte leva sabores dos mercados e pão de queijo recheado ao Rio Gastronomia 2026

Redação Diário Receitas Por Redação Diário Receitas

A gastronomia de Belo Horizonte ganhou espaço no Rio Gastronomia 2026, evento realizado no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, no Rio de Janeiro. A participação mineira ocorre por meio da Belotur, responsável pelo estande “BH – Cidade dos Mercados”, que apresenta ao público a diversidade de sabores, histórias e referências culturais presentes em diferentes espaços de alimentação da capital mineira.

Entre os locais representados estão o Mercado Central, o Mercado Novo, o Mercado Distrital do Cruzeiro e a Feira dos Produtores. A proposta é mostrar como esses endereços participam da formação da identidade culinária de Belo Horizonte, reunindo ingredientes, receitas, personagens e modos de preparo associados à cidade e à tradição alimentar de Minas Gerais.

As informações foram divulgadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, que destacou a presença dos mercados no evento fluminense e a programação dedicada a um dos símbolos mais conhecidos da cozinha mineira: o pão de queijo.

Pão de queijo recheado é destaque da cozinha-show

O principal momento voltado às receitas ocorreu em 27 de setembro, durante uma cozinha-show conduzida pela chef Fabi Rodrigues. A apresentação foi dedicada ao pão de queijo e mostrou uma versão recheada com pernil, requeijão de raspas e picles de jiló, combinação que aproxima uma preparação tradicional de ingredientes e formatos contemporâneos.

A escolha do prato ajuda a traduzir a proposta da participação de Belo Horizonte. O pão de queijo aparece como uma receita reconhecida da culinária mineira, mas é apresentado em uma composição que amplia suas possibilidades de serviço. O pernil acrescenta a carne suína à montagem; o requeijão de raspas reforça a presença dos laticínios; e o jiló surge em conserva, trazendo outro elemento associado aos sabores regionais.

A cozinha-show também conecta o preparo ao universo dos mercados. Nesses espaços, receitas tradicionais convivem com novas interpretações, ingredientes de diferentes origens e formas variadas de consumo. No caso de Belo Horizonte, essa convivência contribui para preservar referências da cozinha local sem impedir que pratos conhecidos sejam adaptados por cozinheiros e chefs.

Mercados como patrimônio alimentar de Belo Horizonte

Mais do que pontos de compra e venda, os mercados apresentados no estande funcionam como lugares de circulação de saberes culinários. Neles, ingredientes, temperos, produtos e preparos são associados a histórias e práticas que ajudam a explicar a relação dos moradores e visitantes com a comida da cidade.

O Mercado Central, o Mercado Novo, o Mercado Distrital do Cruzeiro e a Feira dos Produtores representam diferentes experiências dentro desse cenário. Reunidos no espaço “BH – Cidade dos Mercados”, eles ajudam a comunicar ao público do Rio de Janeiro que a culinária belo-horizontina não se resume a receitas isoladas, mas inclui os ambientes onde os produtos são encontrados, preparados, compartilhados e reinterpretados.

Essa valorização está relacionada ao reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, desde 2019. O título integra uma rede internacional voltada a iniciativas culturais e criativas, e reforça a importância da alimentação como parte da identidade e do desenvolvimento das cidades.

Evento ainda tem programação em outubro

O Rio Gastronomia 2026 foi organizado em três períodos: de 17 a 20 de setembro, de 24 a 27 de setembro e de 1º a 4 de outubro. Com isso, a programação ainda prevê atividades no início de outubro, mantendo a presença do evento no calendário gastronômico do Rio de Janeiro.

Embora a iniciativa aconteça na capital fluminense, o foco da participação mineira está em apresentar Belo Horizonte a um público de diferentes regiões. A circulação dos sabores dos mercados amplia a visibilidade de ingredientes e preparos ligados a Minas Gerais e aproxima turismo, cultura e alimentação em uma mesma experiência.

Para quem acompanha a cozinha mineira, a participação também evidencia como uma receita familiar pode ganhar novas apresentações sem perder sua referência original. O pão de queijo recheado com pernil, requeijão de raspas e picles de jiló resume essa combinação entre memória culinária e reinvenção, enquanto o estande da Belotur amplia a conversa para os mercados que ajudam a manter essa tradição viva.

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